Prefeitos definem limite de R$ 700 mil para contratação de atrações do São João na Bahia

A decisão foi tomada durante uma reunião na União dos Municípios da Bahia (UPB)

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Prefeitos de diferentes cidades baianas firmaram um acordo para limitar os gastos com atrações musicais durante o São João. O prefeito de Conceição da Feira, João de Furão, destacou que integra o grupo de gestores que se posicionaram contra cobranças consideradas abusivas nos caches de bandas que se apresentam nas festas juninas. Na tarde desta quarta-feira (4), ele anunciou que foi definido um teto de R$ 700 mil para o pagamento de caches artísticos em todo o estado.

A decisão foi tomada durante uma reunião na União dos Municípios da Bahia (UPB) com a participação de representantes do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

A iniciativa pretende aliviar despesas elevadas e reforçar a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, sem prejudicar a realização do São João, uma das mais importantes expressões culturais do Nordeste.

O acordo também estabelece que os artistas que participaram da edição anterior poderão receber reajustes com base no índice inflacionário, evitando aumentos considerados desproporcionais. Outra regra determina que os custos de 2026 não ultrapassem os valores praticados em 2025 com a devida correção pela inflação, medida que deverá ser mantida inclusive em parcerias público-privadas.

A adesão ao consenso reúne prefeitos de municípios conhecidos pela tradição dos festejos juninos, como Cruz das Almas, Senhor do Bonfim, Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Jequié e a própria Conceição da Feira, reforçando um movimento conjunto em busca de maior controle financeiro nas contratações.

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